lunes, 21 de mayo de 2007



A dor do amor ou da sua ausência...

lembro-me de quando doeu tanto que me imobilizou
não comia
só dormia e perdia peso

e as lágrimas corriam incessantemente

lembro-me quando o meu rosto sorridente se transformou de repente numa máscara de cera derretida

quando todo o corpo parecia amarrado com mil correntes grossas

quando só queria que os olhos se fechassem e a respiração parasse para sempre

As únicas vezes que desejei morrer foram quando quase morri por amor - e eu queria mesmo morrer -

Quantas foram? Tantas quanto as paixões que tive

martes, 13 de marzo de 2007



Depois daquela conversa sobre as coisas que nos deixam tristes e sobre nós e o mundo, fechei os olhos com força, ainda a pensar sobre tudo aquilo... e só quis adormecer... os estalidos da lareira, o vento a soprar forte lá fora - concentrei-me na imagem que tinha (com os olhos fechados) dos movimentos das sombras do fogo na parede branca e finalmente adormeci (quando dormimos parece que o sofrimento dorme também, pelo menos eu não o sinto e a verdade é que ultimamente prefiro mesmo dormir)
(...)
Deviam ser umas 10h15, naquela manhã solarenga de Domingo.
Despertou-me o som do sino da Igreja de S. Tiago, o canto dos pássaros e o sol a entrar pelas janelas.
Que luz, adoro a luz da casa da serra.
(Já cheira a Primevara)

Meio ensonada, surpreendida pela forma como ali se ouve de forma tão nítida aquele sino, que até é bem pequeno e parece que não era assim tão estridente (secalhar era eu que dantes não tinha consciência do que era a morte e não o sentia):

- Quem será que morreu?

E que indiferença a minha e a tua... parece que afinal somos só nós ali e que o resto não é... e que nos interessa a nós o resto? Deixa que seja assim, eu gosto...

Abraço-te de novo (que quente estás) beijo-te no ombro direito e adormeço...
(...)
Desperta-me de novo um sino, desta vez bem mais forte, era o da Sé... agora um casamento? Casamentos e funerais no mesmo dia, com poucas horas de diferença - uma hora e meia talvez, ou duas até - também não sei quem se ca(n)sou e sinceramente não me interessa mesmo nada (na verdade não tenho bem a certeza daquilo que me interessa neste momento).

E depois da nossa reflexão sobre estados de alma e a felicidade, ouço isto, mas que? No meio de casamentos e funerais, penso: onde será que há um maior número de pessoas tristes?

...

Uhm, secalhar deveria reformular o pensamento (ou a mim mesma) e pensar: onde será que existe maior número de pessoas completamente felizes?

Será a resposta exactamente igual? Não creio...

martes, 6 de marzo de 2007

o bom seria...
ter ficado aí no meio do algodão a sentir o teu calor...
e sentir o teu corpo enroscado a mim...

martes, 27 de febrero de 2007


Foto: Chema Madoz

Não sei porquê, não aprecio muito que algumas pessoas não consigam ler em silêncio


estas manhas ensolaradas...
Em que as 8h23 espanholas passo a ponte para ir para o trabalho...

o sol ataca-me docemente a vista
ainda não arde
e as arvores despidas pedem um pouco mais de calor, um abraço quente

e as vezes um arco-iris prefeitamente definido é mais uma ponte para o outro lado do Guadiana...

(é quando parece que afinal a cidade tem algo de bonito para me dizer)

domingo, 25 de febrero de 2007

miércoles, 21 de febrero de 2007

J.: Queres ver como seremos daqui a 100 anos?
M.: Sim, mostra.

ASSIM:


J.: Queres ver como seremos daqui a 5 mil anos?
M.: Sim.

ASSIM: